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Bora lá Viajar!

Um blog de viagens de uma sonhadora que quer partilhar as suas experiências com o mundo.

Ter | 06.07.21

3 dias pelo centro de Portugal: Caldas da Rainha, Nazaré, Alcobaça e mais!

Joana Lameiras

Não há nada como fazer uma pequena viagem depois de uma longa época de exames, e foi isso mesmo que fiz, juntamente com a minha família. Durante três dias passeámos por algumas zonas do centro que eu não conhecia e foram dias tão bem passados que decidi partilhar o nosso roteiro.

 

 

DIA 1

Partimos de Coimbra e fomos diretos até ao Bacalhôa Buddha Eden, o maior jardim oriental da Europa! Fica no Bombarral, em Leiria, e é, de facto, enorme. A entrada custa 5€ por pessoa, o que sinto que é um preço justo para a dimensão do jardim e o tempo que se acaba por lá passar (cerca de 2h, no nosso caso). Tem um restaurante e café lá dentro, o que também significa que não é permitido entrar com comida. No entanto, há um parque de merendas com mesas a cerca de 5 minutos de carro, cheio de sombras, e foi aí que acabámos por fazer o nosso piquenique.

Gostei imenso do jardim. É realmente lindo, até para alguém que não percebe nada de budismo, como é o meu caso. As estátuas são todas espetaculares, principalmente as maiores e há detalhes impressionantes. Está tudo super cuidado e é de uma tranquilidade imensa. Surpreende a cada passo que se dá, principalmente se se for pesquisando os simbolismos das diversas figuras apresentadas. Por exemplo, no jardim existem cerca de 700 soldados de terracota pintados à mão, cada um deles absolutamente único e uma réplica dos originais, que foram enterrados há 2200 anos. Se há alguma crítica a fazer, é definitivamente a falta de tabuletas a descreverem o significado das estátuas, ou a contar um pouco da história por detrás da sua existência.

 

Buda gigante.jpeg

Guerreiros Xian em Terracota.jpeg

Torre de Pagode.jpeg

 

No entanto, o jardim não é apenas focado na cultura oriental, e tem outras partes, tal como o Jardim de Arte Moderna, com peças de Joana Vasconcelos, por exemplo, e o Jardim de Esculturas Africanas. No final da visita, pode-se ainda fazer uma prova de vinhos, pois o jardim fica situado na Quinta dos Loridos, uma das várias vinhas da Bacalhôa Vinhos de Portugal.

 

Escultura africana.jpeg

Escultura de arte moderna.jpeg

 

Depois disto, dirigimo-nos até à Foz do Arelho, para fazer alguma praia apesar do vento que estava. Nesta praia, existem ambos mar e lagoa, o que resulta numa paisagem peculiar. A lagoa é especialmente boa para fazer windsurf, por causa das suas águas calmas, e é perfeita para quem não se quer aventurar pelas ondas do mar, que chegam a ser bem grandes por causa dos ventos muitas vezes fortes.

 

Foz do Arelho.jpeg

 

fork.png Lanche

O’clock - Antes de seguir caminho, fomos comer qualquer coisa a um dos vários bares à beira da praia. Esta revelou-se uma excelente escolha, porque os caracóis estavam mesmo muito bem temperados e o pão torrado que os acompanhava soube super bem! Para além disto, com a proteção contra o vento que o bar oferece, o ambiente torna-se mesmo agradável.

 

Para terminar o dia, fomos até ao nosso alojamento - um apartamento que alugámos através do Booking. Escolhemos ficar nas Caldas da Rainha pois os preços eram mais aceitáveis, quando comparado com alojamentos mais perto da costa. O apartamento ficava mesmo, mesmo no centro da cidade, juntinho ao Parque Dom Carlos I.

 

fork.png  Jantar

Casa Antero - Este restaurante foi-nos recomendado pelo dono do apartamento onde estávamos a ficar, mas fiquei um pouco desapontada. Pedimos todas bifes (dois bifes da casa e um com queijo chévre), e para ser sincera o meu bife não era nada tenro. No entanto, acho que a culpa também foi das nossas escolhas, pois o restaurante tinha também alguma variedade de petiscos, que tinham bom aspeto! Talvez um dia volte, mas nunca para comer bife...

 

Jantar na Casa Antero, Caldas.jpeg

 

DIA 2

De manhã passeámos um pouco pelas Caldas, começando pelo Parque Dom Carlos I, que todas já conhecíamos, de visitar o ano passado. É encantador, acho mesmo giro e recomendo a visita! Fomos também à Praça da Fruta, onde existe um dos mercados de fruta e legumes mais emblemáticos de Portugal. Não é tão grande como eu imaginava, mas é um espaço animado e colorido.

 

Pavilhões no Parque Dom Carlos I.jpeg

Parque Dom Carlos I.jpeg

 

Ao caminhar pelas ruas da cidade, vê-se ocasionalmente obras grandes de Bordallo Pinheiro, chegando mesmo a existir a Rota Bordalliana, que passa por todas as peças espalhadas pelas Caldas. Não fiz a rota, mas deve ser bem interessante!

Da parte da tarde, fomos até ao sul, a Santa Cruz, Torres Vedras, onde a minha mãe costumava passar férias quando era mais nova. É uma localidade simpática, mas bastante ventosa. No entanto, descobrimos uma micro praia bastante abrigada do vento, a Praia Formosa, onde se estava mesmo bem!

 

Praia Formosa, Santa Cruz.jpeg

 

Depois de uma tarde de praia, seguimos para a Praia de Santa Rita, cujo envolvimento é ainda mais bonito, mais selvagem, com montes e vegetação a rodear o extenso areal. Devido ao vento, decidimos apenas ficar pelo bar da praia.

 

Praia de Santa Rita.jpeg

 

fork.png  Jantar

Grão d’Areia - Quando eu digo que este é o melhor bar de praia a que eu já fui, com a melhor relação qualidade-preço… não estou mesmo a brincar. Simplesmente adorei. Pedimos amêijoas, para começar, e apesar de inicialmente acharmos caras para a quantidade oferecida, rapidamente percebemos que o preço era totalmente justificável. As amêijoas eram mesmo excelentes, de uma qualidade muito acima da média. Vinha com um pão torrado com manteiga de algo pelo qual eu fiquei apaixonada. Pedimos também moelas, que foi aquilo que achei mais banal. A seguir, pedimos sopa de peixe que estava incrível - mesmo, mesmo muito boa! Para terminar, veio ainda uma fatia de tarte de amêndoa, mas estava tão deliciosa que se teve de mandar vir mais uma. Resumindo: se estiverem na zona, não percam este restaurante!

 

Grão D'Areia, Praia de Sta. Rita.jpeg

 

DIA 3

Começámos o último dia por nos dirigir à fábrica de Bordallo Pinheiro, onde se situa uma loja com imensas peças disponíveis para venda. No seu primeiro andar, tem uma parte exclusivamente outlet, com peças que têm algum defeito, e por isso com preços mais acessíveis. Os defeitos são muitas vezes quase inexistentes e por isso compensa definitivamente dar uma espreitadela nesta parte da loja.

Partimos depois para a Nazaré, mítica terra dos surfistas, com as ditas maiores ondas do mundo.

 

Nazaré.jpeg

 

fork.png  Almoço

Mário Peixe - Devido à sopa de peixe incrível do dia anterior, voltei a pedir uma neste restaurante. Estava bastante boa e os chocos fritos e sardinhas que vieram a seguir também bem bons. Não fui a maior fã do arroz de marisco, mas acho que se deveu apenas a um condimento qualquer a que não estou habituada. 

 

Caminhámos pelas ruas da Nazaré, à beira-mar, passando pelas várias peixeiras que ainda hoje usam as sete saias, como manda a tradição! Isto porque, antigamente, as nazarenas costumavam esperar pelos seus familiares que vinham de alto-mar na praia, e muitas vezes estava frio, pelo que usavam várias saias para se protegerem.

Ainda na Nazaré, pegámos no carro e fomos até ao Sítio, com uma bela vista da costa, no Miradouro do Suberco, e com o Santuário de Nossa Senhora da Nazaré. 

 

Santuário de Nossa Senhora da Nazaré.jpeg

Veado, Nazaré.jpeg

 

Seguimos para Alcobaça, visitar o Mosteiro de Alcobaça. Se fores estudante, o bilhete fica em 3€, caso contrário fica em 6€. É um edifício imponente, mas não achei o interior nada de por aí além.

 

Mosteiro de Alcobaça.jpeg

Janela no Mosteiro de Alcobaça.jpeg

Interior do Mosteiro de Alcobaça.jpeg

 

fork.png Doces conventuais

Pastelaria ALCÔA - Têm imensa oferta e tudo com muito bom aspeto. Já ganharam vários prémios com diversos doces, por isso tinha as expectativas em alta. Pedimos uma delícia do convento, um tachinho de D. Abade e um Jesuíta. O melhor, na minha opinião, é o tachinho de D. Abade, mas não achei nenhum deles incrível.

 

E assim acabou esta pequena viagem, com o nosso regresso a Coimbra, no final da tarde. É claro que existem muitos outros sítios bastante interessantes nesta zona - apenas não os visitámos porque já os conhecíamos. Dou especial destaque a Peniche e a Óbidos, ambos muito próximos das Caldas da Rainha, e ambos uns destinos que valem a pena visitar (principalmente Óbidos, que é mesmo giro!). Se tivesse de recomendar algo que visitei durante estes dias, seria sem dúvida o jardim Buddha Eden - para mim, o verdadeiro highlight da viagem!

 

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3 dias pelo centro de Portugal.png

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