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Bora lá Viajar!

"Traveling – it leaves you speechless, then turns you into a storyteller"

Qua | 27.10.21

Estocolmo // Roteiro de 3 dias, por quem já lá morou

Joana Lameiras

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Faz já mais de 2 anos desde que fiz as malas e me meti num avião rumo à Suécia, começando uma das maiores aventuras da minha vida. Vivi em Estocolmo quase 7 meses. Era suposto terem sido 9, mas a pandemia apareceu e, tal como fez a muita gente, estragou-me os planos. De qualquer maneira, mudar de país e viver na cidade encantadora que é Estocolmo foi uma experiência que mudou a minha vida, da qual já falei um pouco noutros posts (aqui). Estocolmo é uma cidade pela qual irei sempre ter um enorme carinho, disso não tenho dúvidas, e talvez por isso tenha demorado tanto tempo a começar este post. Partilhar aquilo que aprendi sobre esta cidade é um pouco admitir que a aventura acabou, que as minhas explorações terminaram, e custa sempre um bocadinho. 

Enquanto estive em Estocolmo, tive várias visitas de amigos e família. Logicamente, fiz o papel de guia para todos, entusiasmada para mostrar aquilo que tinha descoberto da Suécia. Desta maneira, tive a oportunidade de aprofundar o meu conhecimento sobre a cidade e desenvolver um roteiro que optimiza o tempo para aproveitar Estocolmo da melhor maneira possível, independentemente da estação do ano!

 

  • Em que época do ano devo visitar Estocolmo?

Pessoalmente, acho Estocolmo mais encantador em duas épocas do ano: no verão (Junho a Agosto), em que é uma cidade super solarenga, com luz quase o dia todo (em Julho, por exemplo, amanhece às 3h da manhã!); e durante os meses de Novembro, Dezembro e Janeiro, durante os quais é normal nevar, o que traz outra beleza à cidade, já para não falar de todos os ringues de gelo que estão espalhados por Estocolmo. 

Durante o verão, é super agradável passear pelas ruas de Estocolmo, muitas vezes a ver balões de ar quente a voar pelo ar. É uma cidade com imensos parques, e sabe mesmo bem fazer piqueniques com aquele verde todo à volta. Para além disso, há centenas de pequenos cafés e bares com decorações super, super giras, muitos deles à beira de água, que ficam 1000 vezes mais agradáveis durante o verão! Para quem gosta de desportos náuticos, Estocolmo também tem imensas ofertas nesse sentido. Nestes meses quentes é bom alugar uma bicicleta durante um ou dois dias, porque a cidade está super bem equipada para ciclistas, e assim dá para conhecer mais sítios durante menos tempo.

Relativamente ao inverno, Estocolmo é igualmente linda. Para mim, visitar Estocolmo em Dezembro é o ideal, ainda melhor do que durante o verão, simplesmente porque oferece uma experiência muito mais única e completamente diferente daquilo que vivemos em Portugal. Primeiro de tudo, a probabilidade de apanhar um nevão é elevada. Eu adoro neve e ver Estocolmo todo branquinho foi espetacular, nunca me fartei. Ainda me lembro do meu primeiro nevão - tirei mais de 1000 fotos nesse dia, nem estou a exagerar! Para além disto, durante o inverno é possível alugar patins e praticar patinagem no gelo, que é algo muito divertido e, mais uma vez, uma experiência bastante distinta do que temos por cá (os nossos ringues de “gelo” não contam…). A cereja no topo do bolo são mesmo as luzes e os mercados de natal, mas esses só no final de Novembro e durante o mês de Dezembro. Mercados pequeninos, com coisas um bocado caras, mas muito giros de qualquer forma!

 

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  • Como me posso deslocar do aeroporto para a cidade?

Em Estocolmo é tudo um bocado caro, incluindo ubers e táxis. Para além disto, o aeroporto principal de Estocolmo, o Aeroporto de Arlanda, fica bastante longe do centro (cerca de 40km), por isso chamar um uber está completamente fora de questão se tiverem amor à vossa carteira. Felizmente, existe uma ótima solução de nome Flygbussarna, uma empresa de autocarros que nos leva de qualquer aeroporto de Estocolmo até à estação central, com ligação de metro para todo o lado. O custo da viagem de ida para Arlanda, por exemplo, é apenas 119 coroas suecas (aproximadamente 11 euros) e há autocarros de 20 em 20 minutos ou, agora com a pandemia, de 40 em 40. É muito conveniente e está bastante bem assinalado no aeroporto, por isso não há como enganar. A viagem dura cerca de 45-50 minutos.

Para além do Aeroporto de Arlanda, existem outros três aeroportos: o de Skavsta, aeroporto low-cost que é ainda mais longe do centro (bilhete de autocarro da Flygbussarna é cerca de 20 euros), o de Västerås (também longe, também 20 euros) e o de Bromma, o único aeroporto que fica realmente na cidade. Para este, a viagem é apenas de 20-25 minutos, e apesar da Flygbussarna também disponibilizar transporte direto, fica sensivelmente mais barato fazer a viagem através dos transportes públicos disponíveis, apesar de não ser tão cómodo pois é necessário fazer uma troca, de metro para autocarro, a meio.

 

  • Como me devo deslocar dentro da cidade?

Apesar de ser uma capital, a grande maioria dos pontos de interesse de Estocolmo ficam bastante próximos uns dos outros, pelo que, seguindo o meu roteiro, os gastos em transportes públicos são mínimos. No entanto, a cidade tem uma ótima rede de metro e autocarros e recomendo o seu uso, quando necessário. Pode-se comprar um cartão SL, que tem o custo de 20 coroas suecas (cerca de 2 euros) e depois carregar com viagens (cada uma é 38 coroas suecas, ou seja, 3.7 euros aproximadamente). Se realmente for necessário andar muito de transportes públicos, podem também apostar num travelcard - existem os de 24h, 72h e 7 dias. O de 72h, por exemplo, é 315 coroas suecas (31 euros), por isso só compensa se fizerem 9 ou mais viagens durante a visita a Estocolmo. 

Algo que quero salientar é o facto de que cada bilhete de metro/autocarro tem a validade de 75 minutos. Isto significa que se pode fazer quantas viagens quiser dentro desses 75 minutos, não importa o destino e não importa quantas vezes se passa o cartão para sair do metro e voltar a entrar. Por exemplo, eu ia imensas vezes às compras de metro e acabava apenas por pagar uma viagem, apesar de fazer a ida e a volta para casa. 

Estocolmo é uma cidade grande, mas nunca me senti tão segura dentro de estações de metro como me senti aqui. Cheguei a andar de metro à 1h da manhã sozinha, com tudo muito deserto, mas sempre foi tudo tranquilo. É claro que é importante ter cuidado com os nossos pertences, mas digo-vos que me sinto bem mais insegura ao viajar no metro de Lisboa do que alguma vez me senti em Estocolmo!

Para este roteiro, recomendo não apostar no travelcard e comprar apenas o cartão SL, carregando com viagens de acordo com as necessidades.

 

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   Itinerário

DIA 1

 

  • Gamla Stan

 

Começamos o dia na parte velha de Estocolmo - Gamla Stan, cujo nome se traduz literalmente em “cidade antiga”. Até 1980, chamava-se Staden mellan broarna - “a cidade entre pontes”, pois é uma pequena ilha entre duas outras partes importantes da cidade - Södermalm e Norrmalm. 

Gamla Stan é sem dúvida a zona mais turística e, na minha opinião, mais encantadora de Estocolmo. As suas casas têm uma arquitetura muito característica dos países nórdicos, o que torna esta ilha mesmo bonita e diferente. Tem uma estação de metro mesmo na periferia e basta ir um pouco mais para o centro para começar a ver imensos restaurantes, lojas de souvenirs e pequenos cafés, tudo bastante caro devido à grande afluência de estrangeiros que lá passeiam. É aqui que há mais lojas de souvenirs e por isso recomendo aproveitarem e comprarem logo as vossas lembranças do país.

 

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Ruas de Gamla Stan.jpeg

 

A minha rua favorita de Gamla Stan é a Västerlånggatan, mas não se preocupem que de uma maneira ou de outra vão lá parar. É a rua mais movimentada, cheia de pequenas lojas giras e cafés muito agradáveis. É nesta rua também que fica o Mårten Trotzigs Gränd, a rua mais estreita da cidade! É, na verdade, praticamente um beco que liga duas ruas, com umas escadas em que apenas cabe uma pessoa de cada vez. Diz-se que se passarem a rua a tocar com as mãos em cada parede e pedirem um desejo ele torna-se realidade. Eu cá não sei… mas experimentei à mesma!

 

Mårten Trotzigs Gränd.jpeg

Mårten Trotzigs Gränd 2.jpeg

 

Mesmo perto existem várias igrejas que podem visitar, ou apenas apreciar de cá de fora, pois na maior parte paga-se a entrada. A mais famosa de todas é a Catedral de Estocolmo (Storkyrkan), bastante bonita por dentro. Ao pé desta catedral fica um dos pontos de interesse mais conhecidos de Estocolmo - a Stortorget, a praça mais velha da cidade e também a mais icónica. Aqui ficam casas muito coloridas dos séculos 17 e 18, assim como muitos cafés. Durante o mês de Dezembro, há nesta praça um mercado de natal muito giro, o mais famoso da cidade! Nesta praça está também o Museu Nobel. Nunca lá fui pois nunca me chamou muito a atenção e a entrada era um pouco cara, por isso não consigo recomendar.

 

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Ao sair da praça, entra-se por uma rua próxima e vai-se dar ao Järnpojke, ou Iron Boy (rapaz de ferro), também conhecido como “pequeno rapaz que olha para a lua”. É uma estátua mesmo minúscula, de apenas 15cm, e é o monumento mais pequeno de Estocolmo. Está normalmente rodeado por moedas de vários países, que os seus visitantes deixam por lá, e é comum ver-se turistas a esfregar-lhe a cabeça, pois acredita-se que isso traz boa sorte! Está também muitas vezes com um gorro e um cachecol feitos por pessoal da zona.

 

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Mesmo ao lado fica o grande Palácio Real, a residência oficial da monarquia sueca. Se forem até à entrada têm uma boa vista sobre o parque Riksplan, muito giro, e sobre o Parlamento da Suécia. Podem também ver a troca da guarda diária do palácio real, cuja hora a que ocorre muda segundo o dia da semana e estação do ano.

 

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Gamla Stan é um sítio mesmo rico e interessante e recomendo caminhar pelas ruas, descobrindo a ilha ao ritmo de cada um! Se quiserem comer num restaurante mesmo barato, aproveito para sugerir a Pizzaria Niva. A comida não é nada fora deste mundo, mas os preços são bem inferiores ao da maior parte dos restaurantes da cidade.

 

  • Parlamento da Suécia

 

Ao sair de Gamla Stan, passa-se pelo Parlamento da Suécia (Riksdag), um edifício bastante bonito e o qual pode ser visitado, com reserva antecipada. No entanto, sei que agora as visitas guiadas estão canceladas, devido à pandemia.

 

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  • Stockholm City Hall

 

A seguir, atravessa-se a ponte e caminha-se cerca de 12 minutos, pela marginal, até se atingir novamente outra ponte e, finalmente, o Conselho Municipal de Estocolmo, ou Stockholm City Hall. Este é um dos marcos mais importantes da cidade, por ser também o local onde se realiza o banquete anual do Prémio Nobel. É mesmo bonito, com a sua notável torre vermelha de tijolos e o seu parque, com várias esculturas de artistas suecos. Vale a pena dar uma espreitadela, até mesmo porque é um ótimo local do qual se pode apreciar o Lago Mälaren.

 

Stockholm City Hall.jpeg

Vista de Stockholm City Hall.jpeg

Dentro do Stockholm City Hall.jpeg

 

  • Sergels torg 

 

Volta-se a atravessar a ponte e rapidamente se chega à Praça Sergel (ou Sergels torg), em Norrmalm. Esta é a praça mais famosa de Estocolmo, no meio de uma confusão imensa. Aqui existe uma estação de metro junto a um centro comercial, no qual existe uma pequena “loja” com uma interessante planta da cidade de Estocolmo. 

Se há algum sítio com muita variedade de restaurantes é este, e por isso recomendo almoçar por aqui. Fica também junto à rua principal de compras, Drottninggatan, pelo que é também o melhor local para explorar as lojas e as muuuitas H&M’s que há por aqui - a cadeia sueca de fast-fashion.

 

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  • Fika

 

A Suécia tem um conceito único e muito interessante que gira em torno de tirar um tempo para abrandar o ritmo, beber um café e comer algo doce. Chama-se Fika, e vão ler esta palavra centenas de vezes durante a vossa estadia, porque está escrita em todos os cafés da cidade. Escrevi mais sobre esta tradição e sobre os meus doces favoritos suecos neste post. 

Devido a toda esta parte da cultura sueca, existem mesmo muitos cafés espalhados pela cidade. No entanto, nesta zona de Sergels torg e ruas lá próximas, há uma especial incidência, e por isso recomendo pararem e escolherem um sítio confortável e giro para provarem uma das inúmeras delícias suecas. Posso recomendar, por exemplo, o Wayne’s Coffee ou o Expresso House, ambos do género do Starbucks e em grande ambundância pela cidade!

 

Chocolate quente na Espresso House.jpeg

Bolo de canela, fika.jpeg

 

  • Kungsträdgården

 

A uma pequena caminhada de distância encontra-se Kungsträdgården, o “Jardim dos Reis”. É um local que vale a pena, não importa a estação do ano. Durante o verão há muitos eventos ao ar livre, na primavera as flores de cerejeira são lindíssimas e durante o inverno existe um ringue de gelo onde podem patinar à vontade! Durante a segunda metade de Novembro, e os meses de Dezembro e Janeiro, encontram lá também luzes de natal, que tornam o sítio ainda mais bonito.

 

Patinar em Kungsträdgården.jpeg

Luzes de natal em Kungsträdgården.jpeg

 



DIA 2

 

  • Fotografiska

 

Começamos o segundo dia numa outra ilha - Södermalm, do outro lado de Gamla Stan. Aqui fica o meu museu favorito de Estocolmo - um museu de fotografia. Chama-se Fotografiska e tem sempre exposições diferentes, inovando constantemente. Uma pessoa pode ir imensas vezes ao museu sem ver uma única peça repetida. Adorei ir ao museu e é aquele que eu recomendo mais, acima de tudo. A entrada não é muito barata mas vale 100% a pena. Os bilhetes podem ir desde os 15 euros aos 23, dependendo do dia e hora escolhida! Recomendo reservarem os bilhetes online pois assim conseguem escolher as alternativas mais baratas. Para chegar ao museu, basta sair na estação de Slussen e caminhar um pouco.

 

Fotografiska.jpeg

The boy who cried wolf, Fotografiska.jpeg

Dia de los muertos, Fotografiska.jpeg

 

 

  • Södermalm

 

Södermalm é a parte hipster da cidade, com lojas e cafés diferentes do habitual. Tem também parques, como o Mariatorget, que é bastante agradável, e igrejas, como a igreja de Katarina (Katarina Kyrka) ou a igreja de Sofia (Sofia Kyrka). A minha sugestão é mesmo passear pela zona e explorar ao ritmo de cada um. Esta área é particularmente bonita durante o verão, com os coloridos balões de ar quente sempre a passar pelos céus e o verde das plantas e árvores em todo o lado. Se houver tempo, fazer um picnic por estes lados é super agradável!

 

Balões em Mariatorget.jpeg

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  • Miradouros

 

É em Södermalm que se têm as melhores vistas da cidade, sem dúvida alguma. O ponto mais alto natural do centro de Estocolmo é Skinnarviksberget, um sítio lindíssimo… e o meu favorito. Existe também o Monteliusvägen e Mariaberget, tudo pontos que proporcionam bons panoramas da cidade e todos muito juntos. Perfeito para tirar umas fotos e simplesmente relaxar a ver as belas vistas de Estocolmo durante uns momentos. Ao pé da estação de Slussen, a 10 minutos a pé de Mariaberget, existe ainda outro miradouro icónico - Katarinahissen, um elevador de 38m que se transforma em bar/restaurante durante o verão. É sempre possível subir e ver as vistas, se bem que devo avisar que com o nível de construção que habitualmente existe em Estocolmo e a quantidade de gruas na cidade, a vista daqui não é tão bonita como a de Skinnarviksberget, por exemplo.

 

Vista de Mariaberget.jpeg

Katarinahissen.jpeg

Vista de Katarinahissen.jpeg

 

  • Tour das estações de metro

 

Mesmo que não precisem de andar de metro, não percam a oportunidade de explorar as estações lindíssimas de Estocolmo. Reservem mesmo uma hora do vosso dia para andar de estação em estação, tirar muitas fotos e ficar de boca aberta com toda a criatividade e beleza que cada uma tem. Se estiverem perto da estação de Slussen, entrem no metro e apanhem qualquer uma das linhas até T-centralen, a estação central de Estocolmo.  De seguida, apanhem a linha azul até Kungsträdgården. Ainda na linha azul, saiam na estação de Rådhuset. Continuando na linha azul, vão até Solna Centrum.

 

Kungsträdgården.jpeg

Solna Centrum.jpeg

 

Voltem para T-Centralen e apanhem a linha vermelha, até à estação de Stadion. Esta é facilmente a mais famosa de todas, com o seu arco-íris maravilhoso. O objetivo desta estação era fazer os passageiros pensar no céu azul e brilhante, na natureza, apesar de estarem debaixo da terra. Devido ao clima da Suécia e à escuridão a que todos são sujeitos durante grande parte do ano, há elevadas taxas de depressão e até suícidio, o que torna uma iniciativa destas ainda mais interessante. 

 

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Para terminar, continuem na linha vermelha até Tekniska Högskolan, a estação da minha universidade antiga - KTH, e onde eu vivi! Aqui a arte é baseada em ciência e até tem equações escritas pelas paredes. 

As minhas fotos não fazem mesmo justiça, mas as estações são mesmo algo único que merece ser visitado. Se tiverem interesse em espreitar uma linda universidade, com uma arquitetura espetacular, saiam da estação e vão até ao campus da KTH! Por trás da universidade ainda existe uma floresta espetacular, à qual eu ia passear imenso enquanto vivi na Suécia. Dependendo da altura do ano, pode ser que vejam por lá veados ou até mesmo raposas e alces!

 

KTH.jpeg

Floresta atrás da KTH.jpg

 

 

 

DIA 3

 

  • Djurgården

 

Djurgården é outra ilha de Estocolmo, uma extremamente bonita, com a sua grande floresta, e cheia de cultura, com imensos museus a visitar. Durante o verão é espetacular passear por entre a natureza e ver todos os monumentos. É também possível ir a Gröna Lund, um parque de diversões que parece ser mesmo incrível, apesar de eu nunca ter tido oportunidade de experimentar, pois fechou pouco depois de eu chegar a Estocolmo.

Durante o inverno, essencialmente no mês de Dezembro, existe nesta ilha um mercado de natal super giro e diferente que vale mesmo a pena visitar. Bem, na realidade até existem dois - o segundo é no museu Skansen, mas paga-se para entrar e não é pouco. No entanto, este museu é um dos mais conhecidos de Estocolmo, sendo o museu ao ar livre mais velho do mundo. Nele, é possível ver como era a vida em diferentes partes da Suécia antes da era industrial, para além de ter também um jardim zoológico!

 

Mercado de natal em Djurgården.jpeg

 

Em Djurgården existem também outros museus, como o museu dos ABBA, o museu da tecnologia e o museu dos vikings. Para este roteiro, escolhi dois dos museus mais famosos - o Museu do Vasa e o Museu Nórdico. No entanto, penso que há tempo suficiente no dia para dar uma espreitadela noutro museu e não faltam escolhas!

 

  • Museu do Vasa (Vasamuseet)

 

O museu do Vasa é um museu mesmo único pois é todo construído à volta de um navio, o navio Vasa. Este navio afundou em 1628 durante a sua inauguração e permaneceu debaixo de água durante 333 anos. No museu é possível não só ver o navio de bem perto, como saber mais sobre a história da sua construção e o porquê de ter afundado. Bastante interessante, uma experiência diferente!

 

Museu do Vasa.jpeg

 

  • Museu Nórdico (Nordiska museet)

 

O museu Nórdico fica num belíssimo edifício, também em Djurgården. É essencialmente sobre a história e cultura do povo sueco, apesar de ter também uma exibição sobre o ártico mesmo interessante!

 

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  • Strandvägen

 

Ao sair de Djurgården, atravessando a ponte, chega-se a Östermalm, uma zona residencial um pouco chique, cheia de bares e discotecas. É uma boa zona para almoçar ou lanchar, tem imensos restaurantes. Aqui localiza-se uma marginal bonita, Strandvägen, mesmo agradável para passear.

 

 

Tenho muitas saudades de Estocolmo e mal posso esperar para lá voltar e rever tudo isto outra vez. Há mais pontos de interesse na cidade mas estes são sem dúvida aqueles que acho mais singulares e perfeitos para uma primeira vez na Suécia. Se quiserem estender a vossa viagem por este país, aproveito para recomendar um saltinho à lapónia para uma verdadeira experiência nórdica! Podem ler o meu post sobre o norte da Suécia aqui.

 

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Estocolmo - Roteiro de 3 dias, por quem já lá

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